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Bela e humana iniciativa de acolhimento às vítimas no Juizado da Violência Doméstica

Written By: admin on março 6, 2015 Comentários desativados

A campanha idealizada pela Ministra Carmen Lúcia está repercutindo em todo país e de forma muito significativa no Rio Grande do Sul onde diversas instituições ligadas ao combate à violência doméstica apoiaram a causa.  A Paz em Casa resultará em Paz na Escola, Paz na Sociedade, Paz nas Instituições e Paz na Mídia.

Nossas crianças e adolescentes crescem assistindo cenas de violência na televisão, nas ruas, no congresso, no futebol.  Quando essas cenas são vividas no ambiente familiar e na escola ( bullying ) o resultado é trágico porque a violência familiar tende a se reproduzir e multiplicar geração após geração.

A violência transgeracional somente poderá ser interrompida com tratamento psicoterapêutico e equipes multidisciplinares capacitadas para dar apoio e atendimento às famílias (médicos, psicólogos, assistentes sociais, psicanalistas, terapeutas de família, advogados, juízes).

Há um questionamento a ser feito no Dia da Mulher:

Será que as mães que passam a maior tempo com os filhos estão sabendo e podendo educar meninos e meninas num ambiente de tranquilidade e paz?

Penso que a grande maioria das mães não tem condições materiais e psicológicas para compatibilizar tantas tarefas. As mulheres sempre foram muito sobrecarregadas em casa e no trabalho. A vida das mulheres ao longo dos tempos é marcada por lutas e perdas da ordem do indizível.  No dia a dia desempenham múltiplas tarefas (cozinheiras lavadeiras, enfermeiras, motoristas, auxiliares nos temas, estudam e trabalham em diversas profissões médicas, professoras, juízas, advogadas, dentistas, arquitetas, enfermeiras, militares, operárias…) .

O estado não oferece condições para que a PAZ em Casa possa ser cultivada e vivida plenamente. Pais e mães chegam exaustos em casa e encontram filhos estressados, tristes e até agressivos. Lamentavelmente, para muitos, esse é o único momento que têm para falar sobre as dificuldades da família que inclui problemas de ordem financeira e contas para pagar (água, luz, telefone, IPTU, IPVA, aluguel, condomínio, mercado, escola, farmácia, cartão de crédito, plano de saúde, alarme) e, não raramente para examinar correspondências com ameaças de inclusão de seus nomes no SPC, SERASA.  Nesse clima de tensão e preocupação seus filhos, crianças e adolescentes, embora aparentemente desligados de todos os problemas não os escutam e pouco colaboram nas atividades do lar, refugiando-se no whatsap e na TV embora tenham uma radiografia de todos os problemas em sua volta. O silêncio ou agressividade dos filhos é a forma que encontram para não se deprimirem e usarem drogas.   Na rua todos convivem diariamente com assaltos, estupros, acidentes de carro… Os casais se desentendem, ficam deprimidos, bebem e se agridem verbal e fisicamente. Como encontrar a tão sonhada PAZ em Casa? O desafio é de cada um de nós, por isso, devemos todos nos engajar nessa grande e bela causa pela PAZ EM CASA!

Wanda Siqueira – advogada

 

Novidade no Juizado da Violência Doméstica será lançada na próxima semana

A Justiça gaúcha está engajada na Semana da Justiça pela Paz em Casa, que ocorrerá de 9 a 13/3 e que conta com diversas campanhas programadas pelo Poder Judiciário Gaúcho. Além das ações previstas para o período, haverá atividades preparatórias desde o início do mês de março, incluindo o domingo, dia 8/3, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher.

As iniciativas vão desde julgamentos de casos de feminicídio até instalação de Juizados da Violência Doméstica e divulgação da campanha em um Grenal, entre outras.

A campanha foi idealizada pela Ministra Cármen Lúcia, Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), mobilizando tribunais do país para resolução de casos de violência doméstica e prestação de esclarecimentos sobre a temática.

No RS, instituições e entidades ligadas ao combate à violência doméstica estão engajadas. Apoiam a causa, realizando atividades conjuntas: Ministério Público Estadual, Defensoria Pública Estadual, Governo do Estado do RS (Secretaria da Justiça e Direitos Humanos, Secretaria de Segurança Pública e Secretaria de Educação), Ordem dos Advogados do Brasil/RS (Comissão da Mulher Advogada), Associação dos Juízes do RS (AJURIS), ONG Themis, Procuradoria-Geral do Estado (Comissão de Direitos Humanos) e Secretaria Municipal da Mulher.

Confira a Programação: http://www.tjrs.jus.br/site/imprensa/noticias/?idNoticia=260993

Fonte: www.tjrs.jus.br

 

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